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Mensagem do Candidato

LISTA A

No caminho de uma nova Ordem

Quando há cerca de 3 anos encabecei a lista da candidatura a Bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE) estava ciente dos desafios que nos próximos mandatos se iriam colocar à Ordem e às Engenheiras e Engenheiros e aos quais temos procurado dar resposta.

Resposta para problemas novos e resposta para problemas antigos, onde reconquistámos alguns dos territórios que se encontravam totalmente perdidos.

Mesmo quando se trata de reconquistas parciais, não deixam de ser vitórias em terrenos hostis.

Assim, a decisão de me recandidatar a Bastonário para o triénio 2019/2022 decorre, como o referi, da obrigação de fechar um programa em curso e da vontade de prosseguir a mudança.

Recandidato-me porque também é minha obrigação cívica manter a estabilidade, defender a imagem e garantir o futuro de prestígio da Ordem dos Engenheiros.

É certo que a experiência do meu inesperado percurso associativo, que nunca constituiu objetivo da minha vida, trouxe-me uma inigualável e gratificante realização pessoal.

Depois dos dois mandatos em que presidi à Região Sul, este mandato como Bastonário acrescentou uma nova dimensão na compreensão dos desígnios da nossa Ordem que não se esgotam na regulação da profissão.

O apoio manifestado pelas candidaturas das Regiões Norte, Centro, Sul, Açores e Madeira acrescem credibilidade a esta candidatura e vice-versa.

Assim, para além de ser consensual, é o acreditar numa solução válida e sólida para os interesses dos engenheiros e para a nossa profissão, mas, sobretudo, face às provas dadas, é de que somos responsáveis e merecedores de confiança.

O primeiro mandato não foi obviamente uma candidatura de continuidade, mas de afirmação e de defesa dos interesses dos membros, ao longo da qual marcámos, de forma diferente, agendas e assuntos políticos e associativos.

Também arcámos com as mazelas da crise, que ainda persiste, e do resgate financeiro que Portugal enfrentou, o que nos confrontou com novos e inesperados desafios, cuja solução nem sempre coincidiu com as posições que arduamente procurámos defender e impor e que muitas vezes esbarram na incompreensão e na (in)diferença de pontos de vista dos órgãos políticos do poder.

Têm sido anos difíceis para grande parte dos nossos membros, pautados pela precariedade, instabilidade profissional e baixos salários.

Concomitantemente, os ventos da Europa e as interpretações liberais comunitárias também não são particularmente “amigos” das Associações Profissionais.

Os resultados alcançados são sempre os somatórios dos esforços individuais dos membros das equipas como meritoriamente foi o caso.

A motivação e a liderança são, no entanto, cruciais para sucesso de qualquer projeto.

O profundo conhecimento que hoje temos da complicada matriz da governação da OE e a permanente proximidade e contacto que demonstradamente mantemos com os nossos membros, continuam a enriquecer-nos e permitiram ter uma visão governativa mais ampla.

Por outro lado, o nosso permanente envolvimento com as Universidades e Institutos Politécnicos são cruciais para a missão da OE.

A Ordem dos Engenheiros também honra o seu prestígio e a sua dimensão nacional e internacional, ao defender a excelência de relacionamento com outras Ordens e Associações Profissionais, a nível interno e externo, atitude que também adotamos em relação aos órgãos de soberania da República.

Merece o meu reconhecimento a extraordinária atividade e o primordial papel que as Regiões desempenham e continuarão a desempenhar e que amiúde estão na origem de grande parte das iniciativas aprovadas e implementadas pelo Conselho Diretivo Nacional (CDN), onde também assume importância o desempenho das Delegações Distritais, que constituem a nossa frente territorial.

Igual reconhecimento merece a atividade dos Colégios, do Conselho de Admissão e Qualificação e das Comissões de Especialização e demais órgãos eleitos, pela sua disponibilidade e proatividade.

A Ordem ficou mais enriquecida quando o novo Estatuto reconheceu a dimensão regional dos Açores e da Madeira, equiparando-as a Regiões, o que reforçou, e de que maneira, a coesão nacional.

Para além do já referido (as mazelas da crise e o resgate financeiro) a OE está hoje confrontada com novos paradigmas da profissão.

Voltamos a destacar o Quadro Nacional de Qualificações Profissionais decorrente do processo de Bolonha que urge corrigir e do que não desistiremos, por ser atentatória contra a dignidade profissional dos engenheiros afetados e contra os interesses económicos nacionais.

A exiguidade atual e a limitação futura do mercado nacional, veio para ficar e obrigou a que nas atividades mais tradicionais muitos engenheiros tenham de sair do país.

A internacionalização veio demonstrar que, apesar da nossa dimensão, somos altamente capazes e competitivos, pelo peso que a nossa engenharia tem na economia nacional e que não para de crescer.

Por outro lado, temos assistido a uma paulatina invasão de profissionais de outras áreas nos domínios e na prática de atos exclusivos de engenheiros, com incompreensivel suporte legal, assentes em pressupostos inaceitáveis, situações que sistematicamente merecem o repúdio e a contestação desta Associação Profissional.

Muitas dos diplomas legislativos que o permitiram e as intenções que amiúde são gizadas no mesmo sentido ignoram propositadamente as adequações das qualificações profissionais para o exercício de determinados atos de engenharia, baseiam-se unicamente em pressupostos demagógicos e em trocas de apoios políticos. A racionalidade deixou, assim, de imperar.

Paralelamente a transformação digital e a nova forma de trabalhar e interagir vieram colocar novas exigências a esta Associação Profissional.

Em compensação, agora nas áreas menos tradicionais da Engenharia, mais ligadas aos avanços tecnológicos e desenvolvimentos digitais, enfrentamos um outro novo paradigma, onde o emprego abunda, os salários, em muitos casos, já têm valores mais dignos e justos, pelo que os jovens engenheiros portugueses têm elevada procura e existe uma significativa apetência por parte de empresas e centros internacionais tecnológicos que pretendem estabelecer-se em Portugal.

O XXI Congresso, realizado em novembro de 2017 e dedicado à “Engenharia e Transformação Digital”, para além de ter constituído um virar de página e uma visão de futuro, foi também um sinal da nossa vitalidade e da atenção que temos em relação à evolução da engenharia e das tecnologias.

Temos, pois, uma longa experiência profissional, conhecimentos específicos dos setores privado e públicos, nomeadamente das empresas de engenharia, a que acrescemos a postura institucional, a visão e a defesa da coesão associativa e uma vocação governativa de grande proximidade aos membros e aos órgãos eleitos.

Assim, não seria coerente da minha parte não prosseguir um projeto comum e estratégico, norteado pela vontade de prosseguir a mudança e assumir as adequadas posturas como resposta para os novos paradigmas e problemas da profissão.

Continuarei a ser o Bastonário de todas as Regiões e de todas as especialidades da engenharia, dando particular atenção às novas especialidades emergentes e viradas para o futuro.

Neste quadro, a equipa cuja candidatura encabeço contará como candidatados a Vice-presidentes nacionais com:

  • Engº Fernando Manuel de Almeida Santos, (Vice-Presidente nacional | 2016-2019)
  • Engª Lídia Manuela Duarte Santiago

Iremos, pois, continuar a defender intransigentemente os desígnios estatutários da Ordem dos Engenheiros, onde alvitram os interesses profissionais dos nossos membros e o interesse nacional, dado que asseguramos um serviço público delegado pelo Estado, ou seja, a regulação da profissão e a prossecução de fins de interesse público, bem como a valorização e a defesa do prestígio da Engenharia e do seu ensino, pugnando pelo respeito e pelo reconhecimento público e honrando o peso de 82 anos de história

Temos a perfeita e exata noção da imprescindibilidade dos engenheiros no quotidiano do país e da sua importância para a economia nacional, para os órgãos e instituições do Estado e para os novos desafios globais, aspetos cuja perceção sentimos ser reduzida e para os quais importa continuar a despertar a Sociedade.

A Ordem dos Engenheiros é encarada como uma instituição de prestígio, sempre disponível para defesa do interesse público, em respeito pela nossa representatividade e das competências estatutárias que o Estado aprovou sob a forma de Lei, mas que muitas vezes não respeita.

Recandidatamo-nos na convicção de que o caminho feito até aqui deverá ser prosseguido.

Uma Ordem baseada em um modelo de governação assente nos seus pilares que são as Regiões e a transversalidade dos Colégios, e na proximidade aos órgãos eleitos e aos membros, onde a experiência e a dignidade dos anteriores Bastonários e o conhecimento e disponibilidade dos membros eleitos têm lugar.

Uma Ordem ainda mais próxima dos seus membros, virada e aberta às e aos jovens engenheira(o)s e estudantes, às Universidades e demais escolas superiores de engenharia, disponível para cooperar com os órgãos de soberania e instituições públicas, disposta a ajudar a encontrar as melhores soluções, mas, sobretudo, atenta e direcionada para os problemas e dificuldades da profissão e das empresas de engenharia que criam emprego e riqueza.

Uma Ordem com o envolvimento que temos procurado através da dinamização do Grupo de Jovens Engenheira(o)s.

Uma Ordem com o envolvimento das Mulheres na engenharia. As nossas listas demonstram bem a aposta que fizemos ao atribuir a devida representatividade às engenheiras.

Uma Ordem atenta aos problemas e dificuldades dos seus membros, sem discriminação de género ou de qualquer outra natureza, ou seja, uma associação profissional prestigiada e prestigiante.

Uma Ordem integrada e ativamente participante em associações internacionais de engenharia e que continue a defender o estabelecimento de protocolos de mobilidade estratégicos com outras associações congéneres, baseados no princípio da reciprocidade e no acatamento das leis e especificidades de cada país, dando compreensível primazia à excelência do relacionamento no contexto da lusofonia, como resposta às necessidades da internacionalização das nossas empresas e à atividade profissional dos nossos membros.

Uma Ordem que promova a imagem e o papel imprescindível da nossa profissão e a afirmação dos engenheiros.

Uma Ordem que interiorize e assuma sólidos princípios éticos e comportamentais e valores relacionados com sustentabilidade económica e ambiental, com a perfeita noção do caráter finito dos recursos que nos foram legados e da necessidade da sua defesa e proteção.

Teremos de salvaguardar o futuro, combatendo os efeitos das alterações climáticas, numa prática de economia circular e eficiência material, energética e hídrica, onde o combate ao desperdício ponteie, garantindo a sustentabilidade social.

Uma Ordem respeitada e liderante no conjunto das ordens e associações profissionais, na justa medida da sua representatividade e importância relativas, distanciada de quezílias, trabalhando sempre em prol do país e da engenharia nacional.

Uma Ordem dos Engenheiros moderna e apelativa, onde os nossos membros se revejam e participem ativamente.

Seremos, pois, o garante de um desempenho estável, confiável, credível, competente, ambicioso e de defesa da imagem e da missão da Ordem dos Engenheiros.

Para que tal seja possível, solicitamos o apoio e o vosso voto nesta candidatura, em todas as listas candidatas aos órgãos nacionais e regionais que solidariamente também nos apoiam.

 

No caminho de uma nova ordem

Candidato a Bastonário

Carlos Alberto Mineiro Aires

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